CIRCUITOMATOGROSSO
CUIABÁ, 6 A 12 DE DEZEMBRO DE 2012
CULTURA EM CIRCUITO
PG 5
BARTOLOMEU NO CÉU
Rosemar Coenga é
doutor em Teoria Literária e
apaixonado pela literatura de
Monteiro Lobato
ALA JOVEM
Por Rosemar Coenga
CADEIRA DE BALANÇO
Por Carlinhos Alves Corrêa
Carlinhos é jornalista
e colunista social
A ORIGEM DO CUPCAKE
THINK AND TALK
Por Laura Santiago
Laura é diretora da Yes!Cuiabá
e apaixonada pelo Mickey Mouse ...”
Ele surgiu na Inglaterra no século
XIX, e foi levado para os Estados
Unidos, onde mudou de nome. Até
então ele era conhecido como Fairy
Cakes (bolo das fadas), um bolinho
de massa de baunilha com cobertura
de fondant, muito tradicional no
famoso “chá das 5”.
Nos EUA ele recebeu o nome de
Cupcake = bolo de xícara. , porque
era medido e assado em xicaras, feito
pelas donas de casas, que tinham o
habito comum de presenteá-los aos
vizinhos. Hábito que pode ser bem
vindo em nosso país! Além do sabor e
delicadeza, esses graciosos bolinhos
nos remetem aos sabores de infância,
podendo ser feitos em forminhas de
vários tamanhos com as coberturas
mais variadas e com a criatividade
para decorar de cada artesão, porém
a massa têm sua receita original, não
pode ser feito de pão de ló, por
exemplo, porque vai perder a sua
origem e não vai ser mais um
cupcake.
porém a massa tem a sua receita
original, não pode ser feito de pão de
ló, por exemplo, porque vai perder a
sua origem e não vai ser mais um
cupcake.
No Brasil, o Cupcake é um pouco
diferenciado do Americano, este é
feito com uma massa seca com uma
cobertura extremamente doce, o que
não condiz com o paladar Brasileiro,
sendo modificado com recheios de
variados sabores, e uma cobertura
menos doce, podendo ser desde Pasta
Americana, Chantily, cremes até
brigadeiro e doce de leite.
Enfim, o fato é que esses doces já
conquistaram o paladar do público
mais variado em nosso país, de donas
de casa aos famosos de nossa mídia.
Ap r ec i e s em mode r ação
!
NOS DEU ADEUS
Falar sobre o carisma da
intelectual professora Isabel Pinto
de Campos é fazer uma viagem
no verbo “fazer ” por tudo que ela
fez como educadora, mãe, amiga
fiel e como primeira-dama do
Estado. Ciente do seu dever
cumprido, em plena juventude
contribuiu bastante na área social,
educação e comunicações,
valorizando sempre os mais
humildes. Muitas vezes quebrava o
protocolo para dar atenção ao
povo, como esposa de
governador. Não andava com
segurança. O seu segurança era
Deus. Esse distanciamento da
professora Isabel mexeu
profundamente com o meu lado
espiritual.
GRANDE GUERRE I RA
Relato aqui vários exemplos
deixados por Isabel Campos: fé,
coragem, humildade, bondade,
carisma, qualidades natas. Prova
disse que sempre esteve consciente
de que carregaria muitos fardos.
Porém, nunca reclamava. Só dizia:
Seja feita a vossa vontade,
Senhor ”. Lutou, relutou, anos a fio,
mas consciente de que a guerra
continuaria em prol da sua saúde.
Passou por momentos doloridos,
mas convicta de que o “Mestre
Amado Jesus” estaria sempre ao seu
lado, curando suas chagas, até que
achasse que era chegada a hora.
Grande guerreira, esclarecida nos
planos espirituais, aos poucos ia
murchando feito uma rosa. E nos
deixou dizendo: “Estarei sempre na
lembrança daqueles que amo muito
e dos que me amam”. Agora ela
está na plenitude dos Espíritos de
Luz.
DE I XOU MARCAS
Professora Isabel Campos,
quando era primeira-dama de Mato
Grosso, procurou sempre valorizar a
prata da casa” nas artes plásticas,
na culinária, no folclore, promoveu
as redeiras, o cururu e o siriri, fez
eventos marcantes que até hoje são
lembrados pela capacidade de
liderar nas diversas camadas sociais.
Uma dama de visão, fez a posse do
seu esposo Júlio Campos, como
governador, no Clube Dom Bosco,
em uma noite black-tie e buffet
assinado por Elza Biancardini. A
sociedade venerava a professora
Isabel Campos pela inteligência e
carisma. Sua grande meta como
presidente da Prosol foi ajudar o
próximo. Uma primeira-dama sem
frescura, solidária e humilde.
PALCO I LUMINADO
Domingo Ana Rafaela sobe
mais uma vez ao palco iluminado
do “The Voice Brasil” para soltar
sua voz sob a proteção do Espírito
Santo e os olhares de milhões de
brasileiros. É um orgulho para este
jornalista e colunista social tê-la
visto nascer, crescer e hoje
representar sua terra natal e todo o
Mato Grosso em nível nacional.
Hoje a educação musical mato-
grossense está em alta graças a esta
autêntica cantora que sabe interpretar
e tem uma voz brilhante. Desejamos
que ela se transforme na nova estrela
brasileira. E viva o palco iluminado
na voz de Ana Rafaela!
Bartolomeu publicou mais de 40
livros, sendo alguns deles traduzidos
para o inglês, espanhol e dinamarquês.
Estudioso da filosofia e da estética,
utilizou a arte como parte
integrante do processo
educativo. Cursou o Instituto
de Pedagogia em Paris e
participou de importantes
projetos de leitura no Brasil,
como o ProLer e o
Biblioteca Nacional, dando
conferências e seminários
para professores de leitura
e literatura. Foi presidente
da Fundação Clóvis
Salgado e membro do
Conselho Estadual de
Cultura.
O autor estreou na
literatura em 1974 com “O Peixe e o
Pássaro” e se dedicou principalmente à
literatura infanto-juvenil. Seu trabalho
mais recente é o autobiográfico
Vermelho Amargo”, lançado em 2011.
O primeiro livro pela Cosac Naify
de um dos maiores expoentes da
literatura infanto-
juvenil brasileira não
poderia ser mais um.
Vermelho amargo
revela uma face
diferente do escritor
Bartolomeu Campos
de Queirós, e o insere
definitivamente na
literatura brasileira,
para além de
classificações. Um
narrador em primeira
pessoa revisita a
dolorosa infância,
marcada pela
ausência da mãe substituída por uma
madrasta indiferente. Vemos os irmãos -
filhos de um pai que não larga o álcool
e de uma madrasta que serve em todas
as refeições fatias cada vez mais finas
de tomate - desenvolverem diversas
anomalias para tentar suprir a ausência
de afeto e a saudade da mãe: um
come vidro, a outra não larga as
agulhas e o ponto cruz. Numa espécie
de contagem regressiva, o narrador
observa seus irmãos mais velhos irem
embora de casa. A prosa memorialística
vale a pena, no entanto: afinal,
esquecer é desexistir, é não ter
havido”.
Neste depoimento de inspiração
autobiográfica, a prosa poética de
Bartolomeu é dolorosamente bela.
Como ele mesmo coloca na epígrafe,
foi preciso deitar o vermelho sobre
papel branco para bem aliviar seu
amargor. “Uma obra delicada como
arame farpado”, nas palavras do
diretor teatral Gabriel Villela, que assina
o texto de quarta capa.