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Atelier Waldir Leite: Aleluia! Aleluia!

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NINGUÉM É PROFETA EM SUA TERRA é uma citação bíblica e não estou aqui para contestá-la. Porém, sempre fui diferente, apaixonada pela nossa terra e pela nossa gente. Acho invejáveis a nossa literatura, a nossa história, a cultura popular cuiabana e a do rio-abaixo que são de emocionar qualquer pessoa sensível. Não quero dizer que não aprecie culturas outras, absolutamente, sejam elas, brasileiras ou não, eu lhes tenho admiração e respeito.
               
Menina ainda, aprendi a apreciar as artes orientada por mamãe que, quando jovem, quase decorou Os Miseráveis - de Vitor Hugo e, graças a ela, me viciei em literatura. Houve época em que a Música me pareceu uma arte superior, mas o teatro, a   declamação e as artes plásticas também foram fortes em minha vida. Em casa, apenas Walmir mostrou, ainda guri, ter gosto pelo desenho e, mais tarde, estudando no Rio de Janeiro, por forte influência do Mestre Bustamante Sá, da Faculdade de Belas Artes, ele optou pelo uso do espatulado que sempre o acompanhou. 
               
Voltando a Cuiabá, conheci Adir Sodré quando ele tinha 17 anos, estudante da Escola Técnica Federal, comprei e vendi sua arte e a do Gervane, sendo “marchand”, por constatação e apreço ao talento dos dois. Nada além. Mais tarde, os dois fizeram-se respeitados. Fã incondicional de ambos, de Oswaldina, Dalva, João Sebastião, Espíndola, Hirigaray, R.Pena, B.Nunes, Amaro, Waldemar Sousa, Alcides, Gonçalo, Zeilton, Victor Hugo, Márcio Aurélio e tantos outros artistas plásticos profissionais, hoje, minha homenagem é destinada ao mano Walmir que não é profissional na arte e nem usa pincéis. Isso mesmo, ele continuou pintando com espátulas. Nas décadas de 80 e 90 Walmir firmou-se nos casarios de Cuiabá e Chapada dos Guimarães, sempre espatulando o que lhe proporcionou um espaço singular entre os nossos famosos profissionais. Walmir possui hoje 40 telas onde resgata todo o histórico de Cuiabá, desde o Império até o Estado Novo de Getúlio Vargas. Seria uma pena comercializar esse patrimônio cultural de forma individualizada porque eles se perderiam nas residências, ao passo que se for adquirido por um ou uma Colecionadora, um Órgão público ou uma empresa particular, os apreciadores teriam uma verdadeira aula de cuiabania - porque cada quadro tem o seu histórico, em anexo.
                    
Vamos aguardar, quem sabe alguém ofereça um espaço espetacular para a exposição ou tem alguma outra ideia. Walmir poderá combinar pelo 3622-0303 ou celular 9981-4680
 


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