
Suzanne Schuch é professora especializada em Língua Portuguesa, revisora e assessora linguística e nos apresenta a Língua Brasileira com suas transformações e utilizações no dia-a-dia, além de corrigir semanalmente, o nosso jornal impresso Circuito Mato Grosso.
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Sobre o erro
“Herrar é umano, permanescer no êrro é burrice”, já diziam nossos avós.
Tenho visto muitas críticas a respeito do erro. Na Internet aparece bastante sobre esta questão. Fotos são tiradas com a intenção de mostrar com deboche. Muitas vezes são pessoas que não tiveram a graça de sentar em bancos escolares. Usam o que sabem e como sabem até para sobreviver... Segundo alguns filólogos e mestres em Língua Materna, o erro não existe. Cada indivíduo tem o seu falar. O que existe é um padrão de linguagem. Se você o utiliza corretamente, você não erra tanto. Este padrão é o ensinado nas escolas. E é o que deve ser seguido por aqueles que tiveram a chance de terminar um primeiro grau, no mínimo.
Erros se repetem em todas as atividades profissionais. Por mais que se procure escrever e/ou falar corretamente, nem todas as pessoas conseguem não errar.
Erramos ao escrever, erramos ao fazer, erramos ao falar, erramos ao consertar, erramos ao curar e assim permanecemos no erro.
Um erro pode ter vários ‘por quês’. Desde a falta de habilidade, falta de interesse em escrever certo, falta de atenção, mal-interpretação do que está escrito, impaciência...
Todos os erros humanos são impaciência, uma interrupção prematura de um trabalho metódico. Franz Kafka
Já sabemos que erramos. Agora é saber como evitar esses erros. E aí está o mais importante: devemos nos conscientizar que eles existem para podermos vencê-los.
E como vencê-los? Vendo-os não como um inimigo, mas como algo que é possível melhorar. Basta ter um pouquinho de força de vontade, paciência e chegaremos lá.
E nossos erros podem prejudicar outros seres humanos?
Em algumas profissões, sim – em outras o nosso erro nem é visto.
Mas nas atividades profissionais, principalmente naquelas em que lidamos com seres humanos, podem. E muitas vezes nem nos damos conta.
Um aluno escrevendo errado, dissemos que o professor não ensinou direito; um professor escrevendo errado é considerado um péssimo professor.
“Caminharemos para mais acertos ou mais erros”?
Caminharemos para mais acertos se tivermos a consciência de rever o que fazemos.
Reconhecer um erro exige a qualidade na humildade de que algo saiu errado por nossa causa; insistir ou não reconhecer a responsabilidade é algo não muito inteligente. O compromisso do erro é nosso, embora seja do outro, quando trabalhamos em equipe.
Se todos ao escreverem, principalmente aqueles que lidam com a vida humana, prestassem um pouco mais de atenção no que estão escrevendo, muitas vidas poderiam ser salvas.
Se todos, ao lerem o que se escreve, principalmente aqueles que interpretam a escrita de outrem, observassem as palavras com atenção, refletissem um pouco, tirassem suas dúvidas, talvez as tragédias fossem evitadas.
Pense nisso... e VELIS TIA DOS BAIZ !
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