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Crime organizado

Tráfico de drogas faz MT virar alvo de organizações



As 4 toneladas de drogas apreendidas este ano em Mato Grosso não chegam a 5% do total que circulam na região, isso ao somar atuações das polícias federal, militar e rodoviária federal. A juíza da 2ª Vara Criminal, Selma Arruda, afirma há indícios de que o Estado já abasteça o crime organizado das principais favelas do Rio de Janeiro e esteja na mira de facções como Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho e das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que já se instalaram em Rondônia. Também deixou de ter perfil de "corredor" para estar na linha de frente do "consumo" e "compra" de entorpecente. Devido a gravidade da situação, o comando da 13ª Brigada da Infantaria Motorizada anunciou ontem um plano estratégico de ocupação efetiva da faixa de fronteira até o dia 22 de outubro, inclusive com a presença de homens em terras indígenas.

O comandante da instituição, o general Teófilo Gaspar Oliveira, explicou durante o evento "Crime Organizado e a Fronteira Oeste", no Fórum da Capital, que no domingo (7) o governo federal lança a nova política de defesa da soberania nacional com exigência das Forças Armadas principalmente nas fronteiras Oeste e Norte. Haverá transferência de tropas das regiões Sul e Sudeste para dar suporte a Estados como Mato Grosso e Rondônia. Já estão sendo providenciados aviões controladores equipados com câmeras de filmagem e fotografia para dar suporte no trabalho. "Apenas o Pantanal hoje oferece alguma dificuldade de acesso, o restante é fronteira seca mesmo".

O sargento do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva do 44º BIM (Batalhão de Infantaria Motorizada), João Victor Vieira, acrescenta que oficiais já estão sendo preparados para fazer o trabalho na linha da fronteira viva, onde não há uma demarcação exata, em áreas como a Amazônia, onde o crime organizado atua em várias frentes, como tráfico de animais, plantas e madeira. O patrulhamento vai atender municípios críticos no comércio de droga, entre eles Cáceres e Corumbá (MS). Mas para o plano dar certo vai ser preciso contornar alguns problemas, como falta de efetivo, pouco recurso e equipamentos.

diHITT - Notícias