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Terra indígena

Raposa/Serra do Sol abriga 26 áreas de garimpo ilegal de diamante



Área marcada pelo embate entre produtores de arroz e índios, a terra indígena Raposa/Serra do Sol (RR) esconde outras riquezas, que atualmente não podem ser exploradas devido a um impedimento legal --que pode ser extinto em breve, com o apoio do governo, informa nesta sexta-feira reportagem de Breno Costa, publicada pela Folha.

Segundo a reportagem, mapas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), produzidos em 2005, apontam que existem, dentro dos limites da terra, 26 áreas ativas de garimpo de diamante. Todas essas áreas são ilegais --a exploração mineral em terras indígenas não é permitida, por falta de regulamentação do artigo 231 da Constituição, que condiciona a pesquisa mineral em áreas indígenas à autorização do Congresso Nacional.

Sem citar números, o chefe do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) em Roraima, Eugênio Tavares, disse à Folha que sabe da existência de garimpos, em atividade no local ainda hoje, conduzidos por índios. E afirmou que não pode precisar nem a quantidade de garimpos e envolvidos nem a localização exata das áreas.

Tavares afirmou que a extração ilegal de que tem conhecimento fica na região do rio Maú, fronteira com a Guiana, na área da Raposa. A Funai (Fundação Nacional do Índio) confirmou, por meio de nota, a existência de garimpos na região, mas não deixou claro se os responsáveis pela extração são índios ou brancos.

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