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Pena

Genro de Arcanjo faz acordo e se livra de ação



O genro de João Arcanjo Ribeiro, Geovane Zem Rodrigues, aceitou pagar R$ 1 mil, convertidos em materiais de construção para o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) e com isso fica livre da nova acusação de jogo do bicho feita pela Polícia Civil com a deflagração da operação "Reverso da Fênix" no dia 6 deste mês.

A transação penal, uma espécie de conciliação, foi feita na quarta (27) no Juizado Especial Criminal Unificado e Geovane tem até o dia 5 de setembro para fazer o pagamento e comprovar a prestação pecuniária. O valor de R$ 1 mil deverá ser depositado na Loja Castelo de material para construção.

Esta conciliação feita pelo genro do "Comendador" é possível devido a lei que criou os Juizados Especiais, que prevê nos casos de infrações penais de menor potencial ofensivo, onde se encaixa o jogo do bicho, pode ser aplicada a transação penal. Aceitando pagar o valor proposto no juizado, o acusado além de ficar livre do processo não corre o risco de ser condenado à pena de 4 meses a 1 ano de prisão além de multa.

Além de Geovane, outras 9 pessoas que foram detidas durante a operação Reverso da Fênix vão passar pelo mesmo procedimento no juizado especial e também podem aceitar a transação penal.

De acordo com as investigações feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no ano passado, que deflagrou a operação Arrego, a organização criminosa liderada por Arcanjo oferecia várias vantagens aos seus "colaboradores", inclusive a certeza de que mesmo flagrados pela justiça não teriam despesa alguma. A promessa era de que caso algum recolhedor fosse preso, a "empresa" pagaria tudo e, mesmo que fossem condenados ao pagamento de cestas básicas nas transações penais, é a empresa que compraria a alimentação.

A operação - A operação "Reverso da Fênix" foi deflagrada no dia 6 deste mês e desarticulou 11 pontos de apostas e recolhimento do jogo do bicho em funcionamento em Cuiabá, entre eles a casa do "Comendador" localizada no bairro Boa Esperança, hoje administrada por Geovane Zem. Na residência de Arcanjo foram apreendidos R$ 29.903,00 em dinheiro e centenas de recibos, alguns com a identificação de cambistas.

Geovane negou participação e disse que o dinheiro apreendido era proveniente de "negócios lícitos" e que desconhecia os documentos apreendidos.

Os delegados responsáveis pela operação, Newton Braga e Alessandra Saturnino Cozzolino, afirmaram que ficou "materializada a prática do jogo do bicho", inclusive com as provas apreendidas na casa do "Comendador".

Zem responde a um processo criminal decorrente da operação Arrego, acusado de manter o jogo do bicho funcionando em Mato Grosso a mando de Arcanjo.
 

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