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Servidores envolvidos em fraude no sistema tributário da Prefeitura são afastados
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- Categoria: Cidades
- Publicado em quinta, 14 fevereiro 2013 10:21
Dez servidores municipais foram afastados, por suspeita de participação no esquema de fraudes no sistema tributário da Prefeitura de Cuiabá. A determinação foi dada pelo prefeito Mauro Mendes (PSB), nesta quinta (14).
Os servidores permanecerão afastados até a conclusão do processo administrativo disciplinar, que deve ocorrer num prazo de até 120 dias. Caso sejam comprovadas as fraudes, eles serão exonerados.
Mendes justificou que o afastamento foi solicitado com base em parecer da Procuradoria Geral do Município. O procurador Rogério Gallo ainda completou dizendo que, “o objetivo desta medida é assegurar a efetividade da instrução do processo administrativo, para que não haja interferências”.
Veja Lista dos afastados:
Airson Pereira Ricardo,
Alinor Candido da Silva,
Cosme Ridoval Gonçalves Manso,
Donatalina da Silva Botelho,
Durval de Almeida Filho,
Eufrásia Conceição dos Santos,
Jumara de Jesus Correa,
Gonçalino de Paula Nunes,
Jose Simone de Oliveira
Mário César de Almeida.
Todos são funcionários efetivos e estão lotados nas Secretarias de Serviços Urbanos, Meio Ambiente e Assuntos Fundiários, Fazenda, Gestão e na Procuradoria Fiscal.
Operação Impostor
A Operação Impostor foi deflagrada no dia 9 de novembro do ano passado, após uma auditoria realizada a pedido do então prefeito Chico Galindo (PTB), detectar que estavam sendo realizadas fraudes no sistema de Administração Tributária da Capital.
Desvios existem há pelo menos 2 anos; além de IPTU outros ‘serviços’ eram fraudados
As investigações da Delegacia Fazendária apontaram que o esquema fraudulento era chefiado por funcionários da própria prefeitura, que realizavam baixas de débitos no módulo financeiro do contribuinte, sem a respectiva contrapartida do crédito nos cofres do município.
Eram realizados ao menos oito tipos de fraudes, como nos sistemas de arrecadação de ISSQN e ITBI, emissão de certidões, aprovação de projetos, expedição de alvarás, dívidas com a Sanecap, alem de multas/fiscalizações.
Camila Ribeiro – Da Redação
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