Organizações cortam US$ 300 mi em ajuda para pressionar Honduras
03/07/2009 18:00
A comunidade internacional congelou entre US$ 300 milhões e US$ 450 milhões de ajuda financeira a Honduras como punição pelo golpe de Estado derrubou o presidente eleito, Manuel Zelaya, no domingo passado (28). O número foi apresentado pela ministra de Finanças do governo Zelaya, Rebeca Santos, nesta sexta-feira.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, um dos principais aliados de Zelaya e, segundo o governo interino, financiador do projeto do presidente eleito de tentar reformar a Constituição para aprovar a reeleição, suspendeu o envio de petróleo a Honduras.
"Para este ano, tínhamos previsto uma ajuda de entre US$ 300 e 450 milhões", disse Santos. "Esta é a quantia que poderia estar neste momento disponível a um governo de fato", completou, em entrevista coletiva durante a 2ª Reunião de Ministros da Fazenda da América e Caribe.
Os recursos seriam entregues por organizações como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que suspenderam seus programas de ajuda ao país depois da queda de Zelaya em um golpe arquitetado pela Justiça e o Congresso.
"Honduras é um dos cinco países mais pobres da América Latina", afirmou a ministra, impedida de voltar a seu país pelo governo interino. "Esta situação irregular em meu país coloca os programas de desenvolvimento social em risco e prejudica o crescimento econômico," completou.
Após um duro discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o golpe militar em Honduras, o Itamaraty também cortou uma lista de programas de cooperação com Honduras.
Os programas são concentrados em duas áreas: energia e saúde. Como Brasília não reconhece o governo do presidente interino Roberto Micheletti, a ordem é para que as negociações das áreas técnicas dos dois países sejam interrompidas por prazo indeterminado.
Honduras cresceu em 2008 algo em torno de 4%. Para este ano, a previsão era de 2%, antes da derrubada de Zelaya.

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