Início

POLÍCIA MILITAR

Briga salarial de 2007 resulta em 2 expulsões



A Polícia Militar excluiu da corporação 2 policiais por participação no movimento por reajuste salarial de praças (cabos, soldados e sargentos) realizado em 20 de abril de 2007. A justificativa é de que eles descumpriram o Código Militar quanto à disciplina, porque participaram do protesto no 1º Batalhão da Polícia Militar, provocando danos ao patrimônio público e desrespeitando os oficiais da corporação. A ação, organizada pelas mulheres da Associação das Famílias Milicianas, ocorreu durante as discussões que culminaram com a aprovação da reivindicação, pela Assembleia Legislativa, apenas dos oficiais.

Os excluídos são o soldado Elias Ribeiro da Silva, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), e Rinaldo Luiz Siqueira Campos. Os nomes já foram publicados no Diário Oficial. Conforme o corregedor da PM, coronel Jorge Catarino, as atitudes de ambos foram consideradas "intoleráveis" pelo Conselho de Disciplina e, além do procedimento administrativo interno, eles também respondem criminalmente na Justiça Militar.

Entre as irregularidades cometidas está o fato de murcharem pneus de viaturas e promoverem o aquartelamento de policiais no batalhão. Conforme Catarino, esta é a primeira decisão neste sentido e ainda há outros processos envolvendo praças. "Tem alguns que na época tiveram menor participação e, por isso, não serão excluídos".

Ele garante que a exclusão não significa represália aos atos dos praças.

Por outro lado, as mulheres da Associação das Famílias Milicianas da Baixada Cuiabana se mostram revoltadas com a exclusão dos policiais. O soldado Elias, por exemplo, teria auxiliado na segurança do trânsito apenas para a caminhada da AL até o batalhão.

Elas negam ações de vandalismo e avaliam a existência de perseguição do Comando Geral. Apontam que a maioria dos ex-PMs são servidores antigos e trabalhadores. Veranei Nogueira, que na época presidia a associação, nega que os policiais tenham sido impedidos de sair para as ruas e afirma que não há provas contra os excluídos. "Isso é abuso de autoridade porque estão excluindo trabalhadores e deixando bandidos trabalhando lá. Fomos nós que organizamos o movimento e em momento algum eles puxaram armas para ninguém".

diHITT - Notícias