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Monitoramento

Programas sociais de Cuiabá são monitorados pelo Estado



O Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), realiza um monitoramento dos programas e serviços socioassistenciais em Cuiabá. O objetivo é orientar os gestores municipais com relação à execução das políticas, programas, projetos e serviços implementados pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e operacionalizados pelo município.

As ações de monitoramento, acompanhamento e fiscalização dos programas sociais é de competência dos Estados. Até o final de julho os técnicos da Secretaria Adjunta de Assistência Social da Setecs terão visitado os 141 municípios de Mato Grosso. Até o momento já foram realizadas visitas a 138 cidades, estão em andamento o monitoramento em Cuiabá, Barra do Bugres e Porto Estrela.

Na tarde de sexta-feira (25.07), o secretário-adjunto da Assistência Social da Setecs, José Rodrigues Rocha Júnior, acompanhou o monitoramento do programa Bolsa Família, na rua 13 de Junho, Centro da cidade, local onde funciona a sede do programa em Cuiabá.
Em 2006 o programa Bolsa Família atendia 20.279 famílias em Cuiabá, este ano, o relatório de junho apontou 15.893 cidadãos cadastrados. A redução no número de famílias atendidas pelo benefício na Capital foi questionada pelo secretário-adjunto à coordenadora do programa no município. “Queremos entender porque essas quase 5 mil famílias deixaram de receber o benefício na Capital. O quadro atual indica que o problema está no acompanhamento das famílias, que ao entrar no programa se comprometem a cumprir as condicionalidades nas áreas de saúde, assistência social e educação, como informar a freqüência escolar e cumprir os cuidados básicos em saúde”, destacou o secretário.

A coordenadora do Bolsa Família em Cuiabá, Maria Claudete Orso, atribui a queda no número de beneficiários à atualização de cadastro. “Essa atualização é feita constantemente, e realizamos cerca de 170 atendimentos por dia. Infelizmente as pessoas são bloqueadas porque não têm o perfil do programa”, justificou.

O fotógrafo, Porfírio Silvano, pai de dois filhos, está sem receber o Bolsa Família há mais de um ano, e só agora foi comunicado sobre a necessidade da atualização do cadastro. “Ainda não sei exatamente o que aconteceu para eu deixar de receber o valor do benefício. Este é um dinheiro que faz falta, já que um dos meus filhos é deficiente e precisa tomar remédios caros”, comentou.

Com receio de deixar de receber o recurso, a técnica em radiologia, Lívia Krebes Zamura, que veio há dois meses de Rondônia para Mato Grosso, não esperou para atualizar seu cadastro. “Tenho quatro filhos e moramos todos com a minha mãe. Recebo do Bolsa Família R$ 112, dinheiro que complementa a renda da casa”, contou.

Além do Bolsa Família, o monitoramento em Cuiabá já foi realizado nas unidades do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), no CREAS (Centro de Referência Especializado da Assistência Social). Os programas PAIF (Programa de Atenção Integral à Família), Agente Jovem e Atenção a Pessoa Idosa também já foram monitorados. Estão em andamento as visitas às atividades socioeducativas do PETI (Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil) e do Asef (Ações Socieoducativas de Apoio às Famílias. Faltam os abrigos, o programa Pró-Jovem e o APD (Atendimento a Pessoa com Deficiência).

BOLSA FAMÍLIA - O Programa Bolsa Família, criado pelo Governo Federal, destina-se a famílias em situação de pobreza – aquelas com renda mensal de R$ 60 a R$ 120, e extrema pobreza - com renda mensal de até R$ 60.
 

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