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TRANSPORTE PÚBLICO

Manchete A Gazeta: "Conselho aprova tarifa de R$ 2,42"



O Conselho Municipal de Transportes aprovou aumento de 18% na tarifa do transporte coletivo de Cuiabá. Por 9 votos contra 3, e 3 abstenções, o valor sugerido para cobrança da passagem é de R$ 2,42 conforme estudo apresentado pela Prefeitura da Capital. Atualmente, a tarifa é de R$ 2,05. A aprovação da planilha técnica ocorreu na manhã de ontem no encontro que reuniu 15, dos 16 membros do conselho. Foram contrários ao reajuste somente a Câmara Municipal de Vereadores, União Cuiabana de Associação de Moradores de Bairros (Ucamb) e a Associação Mato-grossense de Deficientes (Amde).

O presidente do Conselho Municipal de Transportes, Edivá Alves, e secretário Municipal de Transportes Urbanos, explica que a planilha técnica aprovada na reunião é elaborada pelo Ministério das Cidades e foi preenchida por técnicos do SMTU seguindo o manual apresentado pelo órgão federal. O cálculo é feito com base nos valores pagos pelas empresas de transportes nos insumos e salários, custos variáveis com a operação, custos fixos relacionados ao custo de capital, depreciação, remuneração e vida economicamente útil dos veículos e ainda a carga tributária, entre outros.

O secretário destacou que a tarifa pode ser reajustada em até R$ 2,42. O valor exato da tarifa e a data que entrará em vigor são decisões que cabem ao prefeito Wilson Santos. Alves lembrou que o aumento depende ainda da justiça. O Ministério Público trava uma briga com a prefeitura para impedir o reajuste.

Para a funcionária pública Maria (nome fictício), um aumento de R$ 0,37 no preço da tarifa é abusivo e vai dificultar a vida da população que depende de ônibus para trabalhar. "Sou funcionária da prefeitura e ganho pouco. Me explica aonde vou arrumar dinheiro para pagar a passagem nesse valor?", questionava no ponto de ônibus.

Maria se posicionou contra o aumento, argumentando que o valor de R$ 2,05 já pesa no orçamento. Na casa da funcionária, 4 pessoas pagam pelo transporte coletivo. "Isso é uma falta de respeito com o trabalhador".

A estudante Daviane Farinelli Cerilo, 18, comenta que atualmente usa o passe-livre. E, mesmo não sendo pagante, ela se discorda do aumento lembrando da época em que trabalhava e pagava pelo transporte. "Era um peso ter que desembolsar o dinheiro das passagens. Nós já pagamos tantos impostos e ainda tem o passe que pega uma parte do salário".

Nada definido - Por meio da assessoria de imprensa, o prefeito Wilson Santos afirma que o valor da tarifa não está definido e não será de R$ 2,42 e nem R$ 2,40. Santos garante que não tem pressa em aumentar a passagem do transporte coletivo e avisará a população sobre o reajuste com antecedência.

diHITT - Notícias