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Vencer a crise demanda trabalho e fé

Paiva Netto



A Agência Brasil, a respeito do G20, divulga que - “os ministros da
área econômica e presidentes de bancos centrais das maiores economias
do mundo reconheceram, em (...) 9/11, a necessidade de reformas
profundas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial”.
Em nosso país, pelo que sabemos, até agora os assuntos estão sendo
diariamente enfrentados, graças a Deus! Porém, nas mais diversas
economias, de modo geral, ultrapassados conceitos urgem de fato ser
revistos.
Jesus, em Seu Evangelho, consoante Lucas, 4:4, recordando o
Deuteronômio de Moisés, adverte: “Nem só de pão vive o homem, mas
de toda a palavra de Deus”. Igualmente ocorre na economia. Contudo,
quantos dão a merecida importância ao ensinamento? A não ser quando a
dor bate.
Por oportuno, reporto-me ao que proferi durante Prece ao Divino
Estratego, em janeiro de 1991:
Grandes nações avantajaram-se nas horas de embate; os mais destacados
caracteres revelaram-se nas ocasiões tempestuosas. A crise é o teste da
inteligência. A luta instiga o nosso valor. Por que temer os desafios? É
a maneira escolhida por Deus para premiar a nossa capacidade. E qualquer
vitória no campo físico e espiritual exige sacrifício. Jesus sobrepujou
a dolorosa crise da crucificação! E quando julgaram havê-Lo morto, ao
erguer o Seu corpo dorido para escárnio da multidão em suspense, foi
então que O glorificaram, colocando-O acima da craveira comum. E
todos os povos, perante a História, puderam contemplá-Lo. Depois, houve
a ressurreição. Como Fênix, ressurgiu da crise das cinzas da morte.

Valorizar o Capital de Deus

Seu exemplo de fé inspira-nos coragem, tendo em vista o panorama
planetário, que suscita vigorosa criatividade para superar os óbices
que pelo caminho aparecerem, mormente os econômico-financeiros. É
inadiável valorizar o Capital de Deus, ou seja, a criatura humana e
seu espírito eterno, molas propulsoras do progresso, o cerne da economia
altruística, segundo escrevi, em 1987, na “Folha de S.Paulo”. Por
isso, achei muito adequada a declaração do presidente Lula em Roma, em
10 de novembro corrente: “A atual crise financeira constitui uma
extraordinária oportunidade para que possamos refletir sobre os erros e
para criar uma nova ordem mundial na qual o ser humano, o trabalhador, o
desenvolvimento e a produção cultural, científica e tecnológica sejam o
verdadeiro motivo da economia, e não a especulação financeira. (...)
Acredito que os governantes devem entender que é preciso ouvir menos os
analistas de mercado e mais os analistas das questões sociais, de
desenvolvimento, aqueles que conhecem o ser humano”.

O social vem pelo espiritual

E retorno a um ponto que considero indispensável termos sempre em
pauta: a reforma do social vem pelo espiritual. Em 1983, no Programa Boa
Vontade, exibido na época pela Band, fiz este comentário:
Muita gente pensa que Jesus seja uma ficção religiosa ou uma figura
apenas a ser lembrada nos respeitáveis cultos das devoções cristãs.
Todavia, vamos além. Estamos convictos de que o Sublime Taumaturgo deva
ser constantemente perquirido, porque em Suas prédicas encontramos não só
o lenitivo, mas a resposta para as indagações que nos afligem. É Ele
quem diz: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a
paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus que o mundo não vos pode dar. Não
se turbe o vosso coração nem se arreceie, pois estarei convosco, todos
os dias, até ao fim do mundo”.
Trata-se de uma promessa e tanto, sobre a qual precisamos meditar, pois
há bastante que aprender com Ele.

 

José de Paiva Netto - Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@uol.com.br - www.boavontade.com

 

 

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