Protótipo de um mundo melhor
José de Paiva Netto
16/09/2008 16:48
Dirigindo-me aos ouvintes da Super Rede Boa Vontade de Rádio, comentei que ao assistirmos às cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos, a exemplo da que ocorreu no último dia 8, em Pequim, enquanto desfilavam, diante dos nossos olhos, mais de duzentas nações representadas por seus mais destacados atletas, somos levados a refletir sobre a magia benéfica das Olimpíadas. O esporte é capaz de congregar, nem que apenas durante a sua realização, as mais díspares culturas, etnias, regimes e economias do planeta, pois isso é do seu espírito original. O idioma utilizado para comunicar-se é o da saudável competitividade. A barreira a ser vencida é o limite do corpo, dos milésimos de segundo ou dos centímetros das marcas recordes.
É evidente que o doping deve ser decididamente combatido.
A Vila Olímpica, apesar das naturais falhas humanas, não deixa de ser protótipo de um mundo melhor. Dizer o contrário, seria negar os benefícios que as práticas desportivas trazem. Os desencontros que sempre ocorrem onde atuam os homens existem para ser corrigidos, ora! Lá se respira a diferença. Compartilham-se os sonhos dos jovens de países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos. Trata-se de imagem emblemática da globalização do amor fraterno que há décadas defendemos e cuja tese mandamos à Organização das Nações Unidas, ONU, numa publicação especial, por ela divulgada nos seus seis idiomas oficiais: francês, inglês, espanhol, chinês, árabe e russo.
Esse cenário que convida à paz reporta-nos ao Templo da Boa Vontade, uma das sete maravilhas de Brasília/DF, que diariamente vivencia as olimpíadas do espírito.
Louvável a presença de mais de 100 líderes mundiais no espetacular Ninho de Pássaro. Que não se esqueçam de que, neste jogo da vida, a grande conquista é ver os seus povos desfrutando digna existência.
Boas lembranças
Sempre amei os esportes. Meu pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000), gostava de nadar, remar e fazer musculação. Era um touro.
Recordo-me de que, quando menino, jogava descalço, com meus colegas de infância, futebol no chão de cimento (vejam só!) da vila em que, por um bom tempo, morei. Só de pensar, sinto calafrios na espinha (risos). Os blocos eram separados entre si com frestas suficientes para quebrar os dedos de qualquer um, à menor topada, o que nunca aconteceu. Graças a Deus! E depois há os que não acreditam em milagres (risos). (...) Nadei com meu pai e com o meu primo Orlando, em Paquetá, na Pedra de Guaratiba, Urca, Copacabana, no Rio de Janeiro. Com outros jovens, armava arraiais para a festa de São João, num terreno baldio. Também, andei de bicicleta à beça. Contudo, mais do que isso, apreciava ler e preencher palavras cruzadas. Esta era a minha paixão maior: a leitura, costume desenvolvido pelo forte incentivo do seu Bruno.
Bom, estamos aqui torcendo pelo sucesso de nossos atletas na China. A eles dedico este meu pensamento: Todas as vitórias estão decididamente ao nosso alcance pela força do nosso trabalho.
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