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MT e a criminalidade organizada

Roosevelt Leite de Souza



Olá amigos do Circuito Mato Grosso, é preocupante do ponto de vista social algumas transformações que vem ocorrendo em nossa sociedade sobre a questão da violência, principalmente com a juventude Mato-Grossense que é conseqüência de uma padronização comportamental mundial que a globalização da economia entre outros fatores impõem a países atrasados e com poucos investimentos na educação.  Primeiramente vamos apresentar alguns números.
O Brasil infelizmente entra nesses números representando fielmente esse atraso em estatísticas, vejam só o Ministério da Justiça divulgou recentemente que a taxa de homicídio entre os jovens entre 15 a 24 anos aumentou em 31,3% nos últimos 10 anos, e o mais impressionante nesses números é que houve um aumento proporcionalmente maior do que o da população Brasileira, que passou de 157 milhões em 1996 para pouco mais de 180 milhões no mesmo período.
O Brasil tem 3% da população Mundial, mas 11% dos homicídios. A maioria das vitimas é jovem, homem e com baixo nível cultural. Cerca de 70% são negros.  Em Mato Grosso não é muito diferente.  Vamos explicar as razões.
Mato Grosso pode ser considerado nitro glicerina pura em assuntos inerentes a questão da violência e conflitos sociais por diversos aspectos.
Problemas gerados por conflitos ligados a questões ambientais como o desmatamento ilegal, a cidade de Colniza, por exemplo, aparece em estatísticas como uma das cidades Brasileiras mais violentas do país alimentada por conflitos gerados por disputas de terras. Problemas gerados pela extensa fronteira seca (cerca de 700 km) que Mato grosso tem com países vizinhos que servem de porta de entrada para todo o tipo de ilícito e descaminho como drogas, armas e contrabando.
Agora vocês somam tudo isso com a ingerência da questão ambiental, baixo nível de investimento em educação, a ausência de políticas publicas voltadas para a área de segurança, geração de emprego e renda. Qual é o resultado?
Alem disso, fica mais claro que a ausência do Estado como ente regulador desses conflitos, gera entre a sociedade um sentimento de abandono, descrença principalmente na elaboração e execução de políticas publica voltada para essas áreas tão importantes e cruciais para manter a estabilidade social. E quem é o mais penalizado por tudo isso? Nossos jovens que por falta de oportunidades vão trabalhar na derrubada de arvores em meio a conflitos de terras, são aliciados por traficantes de drogas para o transporte e a comercialização de entorpecentes, ou simplesmente viram contrabandistas vendendo produtos pirateados sendo marginalizados pela falta de políticas publicas eficazes e condizentes com a necessidade da nossa população.
Vocês devem estar se perguntando o que a globalização da economia tem haver com a violência? Muito simples os hábitos de consumo entre os jovens do mundo inteiro são praticamente os mesmos, a onda de consumismo atinge todas as camadas sociais, com uma diferença nos Estados Unidos, por exemplo, quando um jovem quer comprar um Nike ele ou sua família tem como comprar, ou se não tiver sabem economizar e esperar. Aqui no Brasil é um pouco diferente, quando um jovem quer um Nike e ele e sua família não pode comprar ele rouba, mata ou morre para conseguir o que quer. Infelizmente a globalização tem seus aspectos negativos, pois ela não respeita fronteiras, principalmente os países em desenvolvimento que tem certa dificuldade em lidar com seus problemas sociais internos como baixo nível da educação aliada a ma distribuição de renda que é o nosso caso. Por essa razão muitas pessoas de vários países são contra as políticas imperialistas norte-americana, mas isso é uma outras historia que iremos abordar em uma outra oportunidade.
Agora vocês entenderão melhor as razões de toda essa problemática que Mato Grosso atravessa atualmente, irei ilustrar de uma maneira bem clara para que vocês possam entender e refletir sobre o assunto. Desde o inicio do atual governo houve três trocas de secretários de segurança que avaliando a atuação de todos cheguei à conclusão de que o que um fez o outro desfez e assim sucessivamente, levantes da Policia Militar contra a política de salários e nomeações, greves da policia civil também por uma política justa de salários, é, realmente a questão de segurança publica em nosso estado foi tratada como tubo de ensaio de políticas desastrosas implementadas por pessoas despreparadas para a função.
O órgão responsável pela fiscalização e elaboração de políticas publica voltado para o meio ambiente que um dia foi FEMA e, em meio a tantas denuncias de corrupção teve seu nome mudado para SEMA, tudo para tentar dar credibilidade para um órgão inexistente, que não cumpre seu papel e muito menos de elaborar políticas condizentes com a realidade de Mato Grosso, conclusão: mudou-se o nome e manteve a inoperância, pois a SEMA já se viu envolvida em vários escândalos de corrupção.
E por fim a área da educação que também já esta em seu terceiro secretário nada de novo nem extraordinário, vira e mexe municípios de Mato Grosso figura entre os piores com os menores índices do IDEB, apenas entram rezam a cartilha do MEC de onde vem às maiores verbas através dos convênios que em sua grande maioria são feitos diretamente com os municípios, aliás, todos nos gostaríamos de saber o que eles fizeram com os R$ 859.193.073,35 de convênios recebidos do MEC em 2007 e Mato Grosso sempre figurando entre os últimos em avanços na educação. Nada de “ousadia” como se referia o governador em sua campanha.
Para finalizar gostaria de fazer uma pergunta ao nosso governador, “Cadê a ousadia? existem nessas secretarias excelentes profissionais realmente comprometidos como essas questões, funcionários de carreira, que sabem o que fazem, esperam apenas uma oportunidade, não era o senhor que dizia que não gostava de politicagem? Pelo visto mudou de postura e opinião virou político de carteirinha, porque seu governo esta um verdadeiro congresso nacional só politicagem, e parar com esse troca-troca que só levou Mato Grosso ao topo das estatísticas negativas, aliás, em pelo menos em um aspecto o senhor ousou adotando um novo paradigma para questões institucionais do seu governo exaltou a figura do Ministério Publico, ou seja, se você ver alguém desmatando chame o ministério publico, se foi assaltado chame o ministério publico, se seu filho não esta na escola por falta de vagas chame o ministério publico.
Um grande abraço amigos e reflitam!
Roosevelt Leite de Souza
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