CIRCUITOMATOGROSSO
CUIABÁ, 6 A 12 DE DEZEMBRO DE 2012
OPINIÃO
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Presidente do Conselho Editorial:
Persio Domingos Briante
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CIRCUITOMATOGROSSO
Diretora-executiva:
Flávia Salem - DRT/MT 11/07- 2005
Tiragem da edição 414 auditada
por PWC de 20.200 exemplares
Propriedade da República Comunicações Ltda.
Editor de Arte:
Glauco Martins
Revisão:
Marinaldo Custódio
Reportagem:
Camila Ribeiro, Andhressa Sawaris,
Mayla Miranda e Darwin Júnior
Fotografia:
Mary Juruna
e Pedro Alves
ENTRE ASPAS
EDITORIAL
O rombo na Saúde
Editora:
Sandra Carvalho
Foto: Pedro Alves
As evidências
mostram que a
atuação do Estado
demonstra um
verdadeiro descaso
com os cidadãos”.
Promotor Alexandre Guedes,
ao pedir novo bloqueio da
Conta Única do Estado, por
causa dos atrasos nos repasses
da Saúde para municípios e
consórcios.
Ela deixou indeléveis marcas de
seu pertinaz trabalho por todos
os locais por onde andou”.
Senador Jayme Campos (DEM), sobre
morte da ex-primeira-dama de Mato
Grosso professora Isabel Campos.
Não estamos dizendo que
vamos afrontar o Carlos
Orione. Mas eleição não pode
ocorrer na calada da noite”.
Presidente do Luverdense Esporte
Clube, Helmute Lawisch justifica
criação da Associação Mato-
grossense dos Clubes de Futebol
Profissional (Amafut).
Ficou caracterizada falta de
zelo com o erário e com os
bens patrimoniais, além da
falta de empenho em dar
melhores condições de aula
aos alunos e professores da
rede pública estadual”.
Conselheiro do Tribunal de
Contas Sérgio Ricardo, ao julgar
irregulares contas da Secretaria
de Estado de Educação, no
exercício de 2011.
Acidentes com motos
matam mais que a dengue
em Mato Grosso”.
Coordenador do Comitê
Municipal de Mobilização pela
Saúde e Segurança no Trânsito,
Fabio Liberali Weissheimer.
O rombo detectado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) no
Fundo Estadual de Saúde trouxe à tona um buraco negro já previsto
no Sistema Único de Saúde por conta da entrega da gestão de
unidades públicas a Organizações Sociais de Saúde, as temidas OSSs.
A sociedade já previa o caos total quando foi contra a adoção do
sistema, defendido com tanto afinco pelo deputado federal Pedro
Henry quando secretário da pasta. Henry enfrentou a Justiça e
desafiou o Conselho Estadual de Saúde ao manter as OSSs
administrando hospitais públicos. E sua saga foi mantida pelo atual
secretário Vander Fernandes. Um foi condenado a sete anos de prisão
por participação ativa no escândalo do mensalão e o outro teve seu
pedido de afastamento do cargo de secretário, em caráter de
urgência, sugerido ao governador Silval Barbosa, tamanhas as
irregularidades na aplicação dos recursos do SUS. Enquanto ocorre
toda essa ‘balbúrdia” na SES, pacientes morrem na fila à espera de
cirurgias, ou ficam com sequelas irreversíveis para o resto da vida,
como no caso de motociclistas vítimas de acidentes no trânsito. Além
de tentar enterrar o SUS ao insistir na privatização de serviços públicos
de saúde, essa dupla – Henry e Vander – vem submetendo o cidadão
usuário do SUS, geralmente pessoas carentes, a humilhação em busca
de assistência à saúde. Isto, quando não morrem sem assistência.
Como sugere o Ministério Público, é preciso moralizar a gestão
pública de uma vez por todas.