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Plano do MT Saúde pode ficar sem orçamento em 2014

O plano enfrenta sucessivos desgastes e corre o risco de ficar sem orçamento em 2014 - Foto: Mary Juruna Por Camila Ribeiro
Fotos: Mary Juruna 
 
Passado pouco mais de um ano desde que MT Saúde se viu no ápice de uma crise em sua gestão, a reestruturação do plano de saúde dos servidores públicos do Estado parece não passar de um ‘balão de ensaio’. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou suspeita de rombo de R$ 25 milhões teve seu relatório final concluído em junho, mas ainda não foi votado. A apreciação do Projeto de Lei que prevê a reorganização do plano também continua sendo protelada. Enquanto isso, o recesso parlamentar se aproxima e há grandes chances de que a votação fique para o próximo ano, o que consequentemente faria com que os recursos para o MT Saúde não entrassem na pauta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano de 2014.
 
“Nós servidores tememos que a votação seja postergada, acarretando o contingenciamento do orçamento previsto para o MT Saúde”, declarou o membro do Fórum Sindical – entidade que reúne 25 sindicatos de todos os setores do funcionalismo público – Gilmar Brunetto. 
 
O sindicalista diz não enxergar motivos para a demora em apreciar o projeto de lei que prevê a reestruturação do plano e que, segundo ele, foi elaborado pelo Fórum Sindical em conjunto com o Conselho de Gestão do MT Saúde. “Estamos aguardando essa morosidade da Assembleia. O projeto já foi encaminhado à Assembleia Legislativa desde outubro, então precisa urgentemente ser colocado em votação”, defende. 
 
Gilmar Brunetto diz que o MT Saúde poderá não se recuperar moralmente caso sofra novos problemas orçamentários - Foto: Mary JurunaBrunetto teme ainda uma nova derrocada do MT Saúde, diante do impasse estabelecido na Assembleia Legislativa (AL-MT). “O plano foi alvo de escândalos de um rombo milionário, teve problemas no repasse do Estado aos prestadores de serviços, então, novos problemas orçamentários serão sinônimo de um verdadeiro caos. Se essa votação de fato não ocorrer, dificilmente o MT Saúde irá se recuperar moralmente”, declarou o sindicalista. 
 
Além da demora na votação, o que também causa preocupação é o fato de que a LOA 2014 já prevê uma redução de ao menos R$ 20 milhões nos repasses para a autarquia, passando dos atuais R$ 100,9 milhões para R$ 80 milhões. “O orçamento já está sendo reduzido, então existe a necessidade de que o plano passe a arrecadar mais, o que é impossível se a reestruturação não for aprovada”, alegou Brunetto. 
 


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