Presa quadrilha chefiada por PM em Rondonópolis
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- Publicado em Domingo, 05 Fevereiro 2012 15:30
Dez integrantes de uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas, comércio de armas de fogo e munições e assaltos a residências, comércios e malotes bancários foram presos, na sexta-feira (03), em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), pela Polícia Judiciária Civil, na operação “Cascalhinho”.
Há seis meses a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) investiga uma série de roubos ocorridos no bairro Cascalhinho, que deu nome a operação. Segundo a polícia a quadrilha promovia assaltos em residências, roubavam motocicletas e malotes bancários além de envolvimento em homicídios.
O delegado Claudinei Lopes preside as investigações e disse que os alvos principais da operação eram Gabriel Henrique Castros de Carvalho, 23, sua mulher soldado da Polícia Militar, Daniela de Oliveira, 27, e Sandrinalvo Santana Soares Mota, 23. O primeiro, Gabriel Henrique, dava apoio e participava diretamente dos roubos, tendo sido reconhecido em três assaltos à residência ocorridos em novembro de 2011, na cidade de Pedra Pedra.
Preso em flagrante e por mandado de prisão preventiva, Gabriel que já responde a dois processos criminais de posse ilegal de arma de fogo e receptação, atuava em Rondonópolis como falso advogado, inclusive com cartão de visita, e se apresentava como policial civil para obter vantagens na extorsão de traficantes.
Sua companheira Daniela de Oliveira, 27, é soldado PM, e juntamente com Gabriel foi presa em flagrante por crime de posse ilegal de arma de fogo. Na casa do casal, os policiais encontraram um revólver calibre 38, sem registro, e 41 munições do mesmo calibre, além de um colete balístico do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e uma caixa de cartões de visita do falso advogado e anéis. A Polícia Civil vai apurar se o colete foi furtado e é produto de peculato.
Na operação também foi preso, Bruno Rodrigo da Silva Leonel, 25, com três passagens por roubo, duas condenações por furto, posse ilegal de arma, formação de quadrilha, receptação e corrupção de menores. Além de Fábio Santos Muniz, o “Fábio Boy, com históricos criminais de roubo, latrocínio, porte ilegal de arma de fogo, tentativa de homicídio, uso de documento falso, tráfico de drogas e associação ao tráfico. Ele foi morto no confronto com os policiais militares, no roubo à agência dos Correios de Poxoréu, no dia 1º de fevereiro. O suspeito estava com mandado de prisão para ser cumprido na operação.
Conforme o delegado Claudinei Lopes, três integrantes do bando ainda continuam foragidos.
Braço da quadrilha
A Polícia Civil descobriu que um dos principais braços da quadrilha era proprietário de um restaurante de comida mineira, localizado no centro de Rondonópolis, considerado um dos mais populares da cidade. Com histórico criminal de porte ilegal de arma de uso restrito corrupção passiva e estelionato/fraude de seguro, o empresário, Leandro Moraes Ferreira, 31, foi autuado por posse ilegal de munições de uso restrito, com pena de três a seis anos de reclusão.
O empresário mantinha contato direto com Sandrinalvo e dava apoio com o fornecimento e negociação de armas e munições. Em seu restaurante, os policiais encontraram 44 munições calibre 9 mm (de uso restrito) e 40 munições calibre 380, vários estojos de calibre variados, todos deflagrados, quatro algemas da Secretaria de Segurança de Minas Gerais, que podem ser produto de peculato, já que Leandro foi agente prisional naquele Estado; carteira com o Brasão da Polícia Civil de Mato Grosso, dois notebooks e 37 cartões magnéticos bancários de clientes, que podem ter sido clonados, pois as respectivas senhas estavam coladas nos cartões.
Fonte: Redação com Assessoria
Foto: Ilustrativa

