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Ferrovia da Soja por enquanto, só promessa

Trilhos da Ferrovia Oeste-Leste por enquanto não passam de um sonho para Mato Grosso Já vai completar um prazo de três anos que se fala na construção da Ferrovia da Integração do Centro-Oeste (Fico), conhecida também como Ferrovia da Soja, por integrar Campinorte (GO) a Lucas do Rio Verde (MT), mas nenhuma atitude de fato foi tomada pelo governo federal para tirar do papel o projeto bilionário de escoar commodities da principal região produtora do estado para os portos do país, reduzindo o valor do frete.

Desde que foi concebido até os dias atuais, uma sucessão de promessas ao vento, irregularidades encontradas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a queda da cúpula do Ministério dos Transportes, Departamento Nacional de Transportes e Infraestrutura (Dnit) em 2011, acabou adiando o projeto da Ferrovia da Soja, uma das mais atrasadas obras de futuras ferrovias do país.

A proposta inicial era de que as obras dos trilhos nos quase mil quilômetros que ligam Goiás a Mato Grosso começassem em 2010, com operação prevista para 2014. Contudo, o Tribunal de Contas da União (TCU) detectou superfaturamento no projeto básico, que anteriormente previa 1.040 km entre os dois municípios. O investimento seria de R$ 4,1 bilhões, passando pelos municípios mato-grossenses de Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã e Sorriso a Lucas do Rio Verde.

Em outro trecho da rodovia, está prevista a construção dos trilhos de Lucas do Rio Verde até Vilhena (RO), obra estimada em R$ 2,3 bilhões. A Fico, além de ser um dos braços da Ferrovia Norte-Sul (Maranhão a São Paulo), faz parte do ambicioso projeto do governo federal: a Ferrovia Transcontinental, ligando o litoral do Rio de Janeiro ao Acre, interligando o Brasil com a rede ferroviária peruana até o Oceano Pacífico.

Contudo, desde que vieram à tona casos de superfaturamento nas obras de ferrovias Norte-Sul e Leste-Oeste, pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, uma empresa pública ligada ao Ministério dos Transportes, a construção da Ferrovia da Soja saiu da alçada da Valec.

A reportagem do Circuito MT entrou em contato com a Valec, que informou que desde o ano passado a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) é responsável pela obra. Por sua vez, a EPL disse que a competência é da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que também disse que não sabe da informação e passou a bola para o Ministério dos Transportes. Quase um projeto sem pai.

A Secretaria de Fomento para Ações de Transportes do Ministério dos Transportes informou, via assessoria de imprensa, mais um prazo para a licitação do projeto executivo da obra, pela enésima vez. Agora é março deste ano.

De acordo com as informações, a Fico faz parte do Programa de Investimentos em Logística (PIL) lançado pela presidente Dilma e deixou de fazer parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O PIL contempla 12 trechos ferroviários e adotará um novo modelo de concessão, no qual a concessionária é responsável pela implantação e manutenção da via, além de gerenciar o tráfego de trens. A realização do transporte ferroviário propriamente dito será feita por usuários da ferrovia.

Confira matéria na íntegra.
 

Débora Siqueira – Da Redação

Fotos: Arquivo
 



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