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Guerra do tráfico deixa três homens mortos na Rocinha

A polícia apreendeu armas, granadas e papelotes de cocaína na Rocinha Carlos Ivan RIO - Três homens foram encontrados mortos a tiros no início da madrugada desta segunda-feira na Rocinha, de acordo com o Batalhão de Choque da Polícia Militar. Os PMs suspeitam que uma briga entre traficantes rivais causou as mortes.

No local do crime, na Rua 2, homens do Grupamento Tático de Motociclistas do batalhão chegaram a uma casa arrombada que servia de abrigo para traficantes. No imóvel, foram apreendidos cinco pistolas, três granadas e 1.505 papelotes de cocaína.
Os explosivos estavam preparados para detonação, o que tornou necessária a ação de homens do Esquadrão Anti-Bombas da Polícia Civil para remover os artefatos. Foram encontrados também 254 balas de pistola calibre 9 mm, cadernos com anotações de venda de drogas e substâncias usadas para misturar à cocaína e aumentar seu valor comercial.
O material apreendido foi levado para a 14ª DP (Leblon), mas o caso será investigado pela Delegacia de Homicídios. Durante a madrugada, agentes da unidade especializada estiveram na favela. Policias do Batalhão de Choque que participaram da ação contaram que o pai de uma das vítimas confirmou que seu filho era traficante e fazia parte de uma quadrilha rival a de Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na favela preso há quatro meses quando tentava fugir de um cerco policial no porta-malas de um carro de passeio.
No Hospital Miguel Couto, na Gávea, um outro homem vindo da Rocinha deu entrada na emergência com ferimento a bala durante a madrugada, mas a polícia ainda não sabe dizer se o ferido era traficante.
Apesar da ocupação da Polícia Militar, iniciada em novembro do ano passado, a Rocinha tem sido alvo de conflitos entre traficantes nas últimas semanas. Em 16 de fevereiro, uma disputa pelo poder decretou a morte de pelo menos dois homens. Um deles, Thiago Schimmer Cáceres, o Leão ou Pateta, substituto de Nem no comando do tráfico da favela foi morto na mesma Rua 2. Na ocasião, Rodrigo Tavares de Paula, o Rodrigo PQD, também foi morto.
Antes da ocupação policial, traficantes transformaram a Rocinha e o Vidigal num entreposto de drogas, armas e munição de uma facção criminosa. Bandidos foragidos de outras favelas da Região Metropolitana ocupadas por UPPs teriam buscado refúgio na Rocinha e só na comunidade havia mais de 200 traficantes e 200 fuzis em poder da quadrilha. A Rocinha era estratégica para o tráfico por seu faturamento alto (os traficantes vendem drogas a um tipo de viciado que pode pagar mais caro) e sua localização, cercada de rochas e matas (o que amplia o número de rotas de fuga numa ação policial).


Fonte: OGLOBO



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